Foi da ideia do caos necessário à criação, que nasceu o nome que batiza o grupo profissional de teatro da cidade de Sorocaba, a Trupé, que também pode significar bagunça. A base do grupo é formada por atores dissidentes da Trupe Koskowisck – Carlos Doles e Daniele Silva, que depois de anos de pesquisa e trabalho teatral juntos, em março de 2012 resolveram sair e formar um novo grupo, juntamente com Bruna Walleska, Laura Guedes, Ketlyn Azevedo, Victor Motta e Hugo Muneratto, com uma nova proposta de pesquisa teatral. Com a ruptura, a chegada de novos atores e todas a mudanças, a escolha por um nome acabou priorizando algo que remetesse àquele momento de movimento, quase uma bagunça, mas repleto de novidade e criação.

Nessa curta jornada com o novo nome, a Trupé de Teatro já realizou inúmeros trabalhos e projetos. Instalados no novo espaço desde outubro de 2012, o grupo, que desenvolve seu trabalho calcado nos preceitos do teatro colaborativo de pesquisa, da comédia popular, da linguagem da rua, da pesquisa do clown, do teatro poético, épico, político e contemporâneo, rodou o Brasil apresentando os espetáculos “O Esperto Imaginário” e “Contos de Cascudo”, dentro do projeto Cultivida da Ihara, apresentando em diversas comunidades agrícolas do interior do país. Participou da III Mostra de Teatro de Ilha Solteira e do Fetesp em Tatuí, e, de agosto a outubro, participou de um projeto promovido pela Oficina Cultural Grande Otelo de Sorocaba que proporcionou a quatro grupos da cidade o contato com o dramaturgo Luís Alberto de Abreu e sua obra, culminando na montagem de “O Parto” apresentado em grande evento na própria Oficina. O espetáculo, depois da estreia, entrou para o portfólio do grupo.

Em dezembro, inaugurou o Teatro da Trupé: Espaço Cultural no centro da cidade de Sorocaba que surge para suprir a necessidade de uma sede nova para o grupo e da ideia de se criar um espaço pluricultural.

Ao final de 2012, apresentou “Do Alto da Santa Cruz vi o Auto do Menino Luz”, baseado na clássica e mítica história do nascimento do Messias, essa montagem explorou as redondezas da nova sede, iniciando assim seu projeto de resignificação e investigação do baixo centro de Sorocaba.

Em 2013 segue com as temporadas de “O Esperto Imaginário” e “Contos de Cascudo”, reapresenta “Do Alto da Santa Cruz…” e inaugura o projeto “Botecultural – Arte e Bar” que acontece uma vez por mês em sua sede com shows musicais, exposição e outras manifestações artísticas. Tem o projeto “Idas e Vindas – Histórias de umas Baixo Centro” contemplado pela LINC (Lei de Incentivo à Cultura da cidade de Sorocaba) que possibilitou a pesquisa e montagem do espetáculo “Um dia o Raio caiu e o Baixo Ventre da Cidade se abriu” que cumpriu temporada no mês de dezembro pelas ruas e praças do Baixo Centro de Sorocaba.